
A medida que me cabe
Cabe a doce culpa
Dos teus erros não se sabe
Em errar peço desculpa
Não atire em mim tua pedra
Nem pesada nem tão leve
Tal a regra que se quebra
Que me lembra sempre breve
Se errar foi meu destino
Sem pensar extrapolei
Encontrei escuro caminho
Dos meus olhos que ceguei
Ser humano faz desnudo
Destemido corajoso
Sou culpado morimbundo
Nesse mundo desgostoso
Atiraram-me forte pedra
Pelos erros indecentes
Pela terra que me enterra
Eu me faço inocente
Sem saber se estava certo
Arrependo-me do que faço
Hoje o peito vejo aberto
Esse nó virou um laço!
Que me atirem sempre pedras
Toda vez que eu errar
Quando tudo cai por terra
Não precisa vir chorar
Presepada do destino
Sentimento explosão
Eu sou como passarinho
Abatido caio ao chão!
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